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Notícias - 05.03.18

MWD 2018: Descobrindo o Malbec argentino além dos limites conhecidos

Por oitavo ano consecutivo a Wines of Argentina, instituição encarregada pela promoção da marca “Vino Argentino” no mundo, está organizando o lançamento da nova edição do Dia Mundial do Malbec, a ser celebrado no próximo mês de abril. Como a cada ano, as principais cidades se preparam para festejar a cepa insigne da Argentina com a realização de atividades educativas, artísticas e gastronômicas que terão o Malbec argentino como único protagonista.

Em um país onde a tradição vitivinícola está tão enraizada em sua cultura como o tango, o futebol ou o asado, o Malbec ganhou seu lugar como Embaixador transformando-se na bandeira insigne da Argentina por antonomásia. Um varietal clássico por excelência, amplamente conhecido por todos, que longe de permanecer inalterável no tempo, se reinventa constantemente impulsionado por uma geração inquieta de engenheiros agrônomos e enólogos dispostos a levar o Malbec para além dos limites do imaginável. Sob o lema “Malbec Argentino: You know me and you don’t” esta edição acentuará a riqueza e diversidade de uma variedade cuja potencialidade ainda está por ser descoberta.

O Malbec World Day é uma iniciativa global que busca posicionar o Malbec argentino no mundo e celebrar o sucesso da indústria vitivinícola nacional. Desde sua primeira edição, em 17 de abril de 2011, esta celebração vem alcançando notável repercussão graças ao apoio do Ministério de Relações Exteriores e Culto e da Corporação Vitivinícola Argentina, ao estar dentro do marco do Plano Estratégico Vitivinícola Argentina 2020.

Nesta última década a vitivinicultura argentina voltou seu olhar ao terroir para compreender sua influência nos vinhos. E neste ambicioso desafio, o Malbec foi a chave: transformou-se na ferramenta para entender cada terroir e interpretar as diferenças. O Malbec passou de 10 mil hectares a 40 mil nos 25 anos que vão de 1990 a 2015, alcançando na mesma data 57% do total de vinho exportado. Abriu-se assim a porta ao descobrimento de uma série inesgotável de perfis de Malbec associados ao terroir, ao passo que a fronteira do vinho se estendeu para o oeste, na altura, e para o sul e o leste, buscando o frio das latitudes austrais ou a influência do oceano.

Ao passo que a linha dos mil metros define um estilo de Malbec com fruta madura e especiarias, bom corpo e taninos volumosos, a nova fronteira oferece um perfil de fruta fresca e floral, corpo médio a bom corpo e taninos suculentos, alavancados no frescor. Todo um universo desconhecido para uma cepa mundialmente reconhecida.

Ao longo dos anos, os festejos pelo MWD se apoderaram completamente das ruas como uma expressão artística e cultural. O mundo vibrou ao ritmo do Malbec que, assim como seu sabor, é indômito, intenso e vigoroso. Um varietal que já foi comparado com a cinematografia ao envolver em seu processo de criação arte e indústria. Um vinho que se desfruta uma e outra vez até se tornar um clássico e chegar a se transformar no coração da Argentina. No entanto, ainda existe muito mais Malbec a ser descoberto: Malbec Argentino: “You know me and you don’t”.

As celebrações globais preveem uma agenda completa que inclui atividades conceituais para consumidores, feiras de vinho para a imprensa e o trade, seminários a cargo de reconhecidos referentes da indústria, degustações e promoções em lojas de vinho e restaurantes.

Por que o Dia Mundial do Malbec se celebra em 17 de abril?

O Malbec é originário do sudoeste da França. Esta cepa era ali cultivada e com ela se elaboravam vinhos denominados “de Cahors”, devido ao nome da região, reconhecidos desde os tempos do Império Romano. Estes vinhos se consolidaram na Idade Média e acabaram de se fortalecer na modernidade.

A conquista do mercado inglês foi um passo decisivo na valoração desta cepa na Inglaterra e no mundo. No final do século XIX, a praga da filoxera destruiu a viticultura francesa deixando o “Cot” no esquecimento, porém, a cultura de apreciação do Malbec já havia sido construída.

Sobre essa base se desdobrou tempo depois o Malbec argentino. Esta cepa chegou em 1853 ao nosso país pela mão do francês Michel Aimé Pouget (1821-1875), agrônomo contratado por Domingo Faustino Sarmiento para levar adiante a direção da Quinta Agronômica de Mendoza.

Seguindo o modelo da França, esta iniciativa propunha incorporar novas variedades de cepas como meio para melhorar a indústria vitivinícola nacional. Em 17 de abril de 1853, com o apoio do governador de Mendoza, Pedro Pascual Segura, apresentou-se o projeto perante a Legislatura Provincial visando fundar uma Quinta Normal e uma Escola de Agricultura. Este projeto foi aprovado com força de Lei pela Câmara de Representantes em 6 de setembro do mesmo ano.

No final do século XIX e pela mão dos imigrantes italianos e franceses, a vitivinicultura cresceu de maneira exponencial e, com ela o Malbec, que se adaptou rapidamente aos diversos terroirs que nossa geografia propunha e onde, inclusive, se desenvolveu melhor que em sua região de origem. Desta forma, com o passar do tempo e com muito trabalho, perfilou-se como a uva insigne da Argentina.

As gestões de Pouget e Sarmiento na Quinta Normal de Mendoza foram decisivas neste processo. Para a Wines of Argentina o dia 17 de abril é tanto o símbolo de transformação da vitivinicultura argentina, como também o ponto de partida para o desenvolvimento desta cepa, emblema de nosso país no mundo.