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Catamarca

Altitude: desde 900 até mais de 1.700 m.a.n.m.
Latitude: entre 28° e 29,5° de Latitude Sul.
Clima: continental, seco e semiárido.
Índice de Insolação: 3.380 em Tinogasta e 3.042 em Chilecito.
Índice de Frio Noturno:15,5°C em Tinogasta e 14.4°C em Chilecito.
Índice de Sequidão: -205 mm em Tinogasta e -128 em Chilecito.
Temperatura máxima no verão: 33,3 °C em Tinogasta e 33,4 °C em Chilecito.
Amplitude térmica: 15 °C em Tinogasta em janeiro, e 15,1 °C em janeiro em Chilecito.
Precipitação anual: 204 mm em Tinogasta e 179 mm em Chilecito.
Precipitação no verão: 162 mm em Tinogasta e 135 mm em Chilecito.
Solos dominantes: em quase toda a região dos vales ao pé da cordilheira os solos são aluvionais com estrutura que vai de franca a franco-arenosos.
Variedades mais favorecidas:nos vales de Catamarca variedades tintas como as Syrah, Bonarda e Malbec. Nos vales de La Rioja a variedade branca Torrontés Riojano, e entre as tintas as Malbec, Cabernet Sauvignon, Bonarda e Syrah.
Principais características dos vinhos:Em geral, os vinhos brancos da região possuem cores com matizes esverdeados e aromas de fruta muito intensos. Na boca são de estrutura média e a acidez vai de moderada a baixa. Os vinhos tintos, especialmente os do Vale de Famatina são de média intensidade corante, com matiz violeta e aromas onde ressalta a fruta madura. São vinhos ideais para serem consumidos no ano como varietais jovens.

SOBRE TINOGASTA E FIAMBALA

Na região de Tinogasta-Fiambalá existem mais de 9 mil hectares plantados de vinhedos; representam 4% da área nacional. Desse total, mais de 2.300 hectares correspondem ao Torrontés Riojano, varietal autóctone da região. A região compreende uma série de vales ao pé da cordilheira nas províncias de Catamarca e La Rioja. As duas micro-regiões mais importantes são Tinogasta em Catamarca e Chilecito em La Rioja.

Nos últimos anos, o processo de transformação da vitivinicultura argentina também chegou a esta região do norte. Por isso, grande parte da área destinada historicamente para a produção de vinhos de volume e menor qualidade enológica foi substituída por varietais com maior demanda e excelente qualidade enológica.

Em geral, a região tem uma forte presença de variedades brancas em comparação com outros lugares do país devido a forte influência do Torrontés Riojano que ali teve a sua origem. Entretanto, nos últimos anos tem sido desenvolvidas variedades tintas como a Syrah e a Malbec.

Os vinhos brancos da região costumam ter cores com matizes esverdeados e aromas de frutas muito intensos. Na boca são de estrutura média e a acidez é moderada. São excelentes produtos para o consumo anual.

Os vinhos tintos, especialmente os do Vale de Famatina, são de média intensidade corante, matiz violeta e aromas nos quais se destaca a fruta madura.

Em algumas áreas de La Rioja, como nas ladeiras do Paimán, a mais de 1.700 m.a.n.m., em um clima semiárido e seco, são produzidos vinhos tintos de cor intensa e profunda, com bom corpo e concentração. Os Malbec conseguem excelente complexidade e aromas muito característicos da variedade.

No eixo Tinogasta-Fiambalá, coexistem algumas vinícolas tradicionais junto com outras mais recentes. Este último grupo tem conseguido uma boa integração de tecnologia baseada na cadeia de frio e recipientes de aço inox.

A região possui uma atraente vantagem competitiva como criadora de vinhos de altura e, além disso, os produtores estão trabalhando na elaboração de vinhos orgânicos: valor agregado em relação aos produtos existentes no mercado.

HISTORIA DA VITIVINICULTURA LOCAL

“A vitivinicultura riojana é quase tão antiga como a pátria mesma”, assim o afirma Dereck Foster em seu livro “El Libro del Vino” de 1989. Ali, em 1611 sob o sol afável da Fazenda de Nonogasta, na época da colônia, a videira começava a florescer. Estes vinhedos precursores da indústria foram plantados pelo Capitán Diego Garzón. Anos depois, em 1633, os frades da Companhia de Jesús, missioneiros no Valle de Famatina, desejavam ter videiras para dar como oferenda a Deus. Por isso, adquirem terras, incrementam as plantações e elaboram seu próprio vinho. Começa então lentamente a exportação para a rica e pujante Potosí.

Um empreendimento fundamental em 1803 gera um grande crescimento para a indústria: Don Inocencio Gordillo compra os vinhedos de Nonogasta dando um novo impulso à zona e à produção de vinhos. A nova geração, com seus filhos à frente, prolifera criando quatro vinícolas na área.
A atividade vitivinícola continua crescendo nas mãos das famílias donas das fincas e vinícolas artesanais que produzem o vinho branco regional. Os vinhos de La Rioja começam a marcar presença nas mesas do país.

Vale de Famatina

Esta zona do rio seco e empoeirado se assenta entre os contrafortes dos Andes e é responsável pela produção de vinhos brancos frescos e aromáticos elaborados a partir da uva branca argentina por excelência, a Torrontés Riojana.

O pequeno povoado de Famatina, e a cidade de Chilecito, apenas um pouquinho maior, são o lar de mais ou menos 500 pequenos vinhedos da região, de propriedade familiar, que produzem uvas da cooperativa La Riojana que opera no vale. Fundada em 1940 por imigrantes italianos, a cooperativa é a força dominante na produção de vinho no Vale de Famatina.

A região se desenvolve na altura. Os vinhedos em Famatina podem ser encontrados entre os 1.000 e 1.500 m.a.n.m. A esta altitude as vides são submetidas a uma intensa radiação solar durante o dia, e a noites frescas. Isto se traduz em um período de crescimento prolongado durante o qual as uvas têm tempo para desenvolver complexidade de sabor e acidez.

A orientação norte-sul do vale ao longo do cordão dos Andes cria um túnel de vento cujo benefício é o aumento da ventilação. Os ventos secos, junto com a escassez de precipitações, significam baixa ameaça de doenças na videira.

Os solos em Famatina são de areia e aluvionais. Os baixos níveis de chuva e os solos com boa drenagem proporcionam aos produtores um alto grau de controle das videiras e, limitando a irrigação, podem reduzir o vigor e o rendimento, dando lugar à produção de bagos pequenos, altamente concentrados.

Ao passo que a Torrontés Riojana é a variedade de uva mais importante plantada em Famatina, a omnipresente Malbec produz excelentes vinhos na região, junto com as Bonarda, Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc.

 

Mapa da região