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Região norte

Região norte

Altitude: Desde 1.600 até 2.800 m.a.n.m.
Latitude: Entre 33,3° e 33,8° de Latitude Sul .
Clima:
Índice Insolação: 2.793.
Índice de Frio Nocurno:13,9°C.
Temperatura máxima no verão: 30°C.
Amplitude térmica: 16,4°C.
Precipitação anual:207 mm.
Precipitação no verão: 182mm.
Soma do calor: 2.000 °C.
Winkler:IV.
Solos dominantes:franco-arenosos ou arenosos com elevada proporção de areia fina. O perfil é profundo com subsolo um pouco pedregoso que assegura uma excelente permeabilidade e a lixiviação de sais prejudiciais.
Variedades mais favorecidas: Torrontés Riojano, Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat.

HISTORIA DO VINHO NO NORTE 

Antes da chegada dos espanhóis na América, nas terras de Salta viveram civilizações que alcançaram um alto grau de desenvolvimento cultural. Durante o início da época colonial, os jesuítas trouxeram as primeiras vides, em meados do século XVII. Foram cultivados 3200 ha de vinhedos "a quatro léguas do povoado de Molinos" na finca La Bodega (hoje La Angostura), na região dos Valles Calchaquíes.

Posteriormente, chegaram ao nosso continente outros pioneiros na arte do vinho tais como a Dona Carmen Frías de Diez, dona da vinícola "La Industria", em meados do século XIX; Tomás, Francisco e Basile Peñalba, proprietários de "El Recreo"; Silverio e José Antonio Chavarría em "La Banda" e "La Rosa", todos de Cafayate, e Dona Gabriela Torino de Michel, de Tolombón. Cem anos após a proclamação da Independência, entre 1910 e 1920, os irmãos David e Salvador Michel buscavam terras propícias para a elaboração de vinho. Por isso, compraram aos irmãos Peñalba "El Recreo", e "La Banda" e "La Rosa" aos irmãos Chavarría.

Salta começou a seduzir muitos donos de vinícolas com seu encanto e altura imponentes. As vinícolas de Michel Torino se posicionaram a mais de 1.700 metros de altura, em vinhedos destinados às cepas mais finas.

A cultura do vinho se enraizou e desenvolveu com sucesso. Muitos se apaixonaram por Salta, a província com encostas de sonho e um solo de pedras e areia molhado pela água que descia das montanhas.

O NORTE ARGENTINO

As zonas vitivinícolas do Norte argentino estão situadas na Alta Bacia do Rio Juramento que ocupa uma parte do noroeste da província de Salta, nordeste de Catamarca, noroeste de Tucumán e uma porção menor do sul de Jujuy com uma área total aproximada de 33 mil km2.

A região está composta por diferentes sub-regiões. A vitivinicultura se desenvolve em uma série de altiplanos que incluem os sistemas serranos, vulcões, lagoas de escoamento de bacias endorreicas e salinas. O clima, frio e seco apresenta grande amplitude térmica diária. A parte que compreende a bacia se caracteriza por apresentar clima semiárido com 200 mm de precipitação anual. A irradiação solar é muito alta e os ventos intensos.

A paisagem da região está constituída por montanhas, montes, colinas e serras intermédias e seus solos estão constituídos por rochas variadas.

Os solos dos Vales Calchaquíes são geralmente franco-arenosos ou arenosos com elevada proporção de areia fina. Seu perfil é profundo com subsolo algo pedregoso que assegura uma excelente permeabilidade e a lixiviação de sais prejudiciais. A água de irrigação provém principalmente dos rios Calchaquí e Santa María e de numerosos cursos d’água, afluentes desses coletores. Também se capta água do subsolo por meio de perfurações.

O clima desta região é temperado, com notáveis amplitudes térmicas e extraordinária diafaneidade atmosférica. Os verões são longos. Ocasionalmente acontecem geadas fora de época na primavera, se bem o período livre de geadas é amplo, abrangendo desde o mês de outubro até abril. O granizo localizado é frequente durante as tormentas de verão.

A localidade de Cafayate, principal produtora da região, possui clima quente e noites frias. Caracteriza-se pela grande amplitude térmica, com verões longos que permitem um bom crescimento das videiras favorecido também por solos arenosos e profundos. De clima seco, as chuvas anuais variam por volta dos150mm. A temperatura média anual é de 15ºC. As doenças criptogâmicas têm pouca incidência na região e há pouco risco de geadas fora de época, bem como de granizo.

A área de 2.649 hectares plantados em Salta em 2012 é 47% superior à de 2001, o que mostra quão atraente é a região para os viticultores e donos de vinícolas.

O grande crescimento, similar ao resto do país, ocorreu com as variedades tintas, especialmente Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat.

A demanda de Malbec, e a qualidade que se consegue nesta região, têm sido a principal razão da expansão.

Mapa da região