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Mendoza: a terra do sol e do vinho

Capital Mundial do Vinho

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O NORTE MENDOCINO

Altitude: Desde 800 a mais de 1.100m aos pés da cordilheira.
Latitude: Entre 32,9° e 3,2° de de Latitude Sul.
Clima:
Índice de Insolação: 2.499.
Índice de Frio Noturno:12,6°C.
Índice de Sequidão:-86 mm.
Temperatura máxima no verão:29 °C.
Amplitude térmica: 14 °C.
Precipitações no verão: 145 mm.
Suma de calor: 1.700 y 2.050 °C.
Média anual de precipitações: 200 mm.
Winkler:segundo a microrregiáo III e IV.
Solos dominantes:: Origem aluvial com subsolo pedregoso, sedimentos de areia, limo e argila e pobre de matéria orgãnica.


Aos pés da cordilheira de Los Andes, em Mendoza, encontra-se uma região constituída por Luján de Cuyo, Maipú, Godoy Cruz e Guaymallén, onde se concentra a maior quantidade de vinícolas do país e um número muito importante de vinhedos antigos. As vinícolas argentinas mais tradicionais estão ali.

O solo da região é de origem aluvial com subsolo pedregoso e possui sedimentos de areia, limo e argila. A pobreza de matéria orgânica limita o crescimento excessivo das videiras dando como resultado excelente qualidade de uva para a produção de vinhos. Aqui, o Malbec possui características notáveis com cores vermelho violáceo e pronunciada intensidade.

Clima continental

A bacia do rio Mendoza se situa na extremidade noroeste da província homônima e cobre uma pequena extensão do sul da província de San Juan.

O limite oeste está formado pela cordilheira de Los Andes, entre os montes Aconcagua, de 6.959m de altura, e Tupungato de 6.635m. Tanto o clima como a água são fatores determinantes na região da bacia. O clima é semiárido, frio no inverno e quente no verão. A altitude e a distância do Oceano Atlântico, somada à presença da cordilheira de Los Andes que funciona como barreira aos ventos úmidos do Pacífico, modelam o clima da bacia. Existe risco de geadas fora de temporada e também de granizo. As precipitações anuais oscilam ao redor dos 200mm. As condições climáticas permitem a formação da cor e dos taninos nos vinhos tornando-os aptos para um envelhecimento prolongado.

Na última década tem mostrado um crescimento líquido de mais de 4.400 hectares, isto é, 19%. É, sem dúvida, o lugar escolhido para as variedades tintas ocupando mais de 70% da região. Entre elas se destacam a Malbec e a Cabernet Sauvignon.

Segundo os experts, os vinhos desta zona apresentam no nariz notas de frutas, na sua maioria de ameixa madura. Além disso, aparecem notas especiadas, pimenta preta e uma leve expressão mineral. Na boca, o vinho se apresenta geralmente com volume, sem arestas, com taninos doces e sedosos.

A característica mais evidente nos vinhos brancos é uma baixa intensidade de cor com matizes esverdeados. Emanam aromas de frutas e possuem teor alcoólico e acidez moderados.
No caso dos vinhos tintos, possuem fortes cores de matiz violeta. Graças à fruta madura, revela-se grande intensidade de boca e marcados taninos.

Agrelo

Esta microrregião está aos pés de Los Andes e é uma das mais famosas de Luján de Cuyo. Neste microclima os cachos amadurecem lentamente até atingir a plenitude. Os solos são aluviais, com faixas que vão do franco arenoso ao argiloso.

Nas terras próximas aos cordões montanhosos, existe uma grande amplitude térmica. Este fenômeno permite que as uvas alcancem uma excelente concentração de taninos, responsáveis pela estrutura do vinho. As variedades tintas melhor adaptadas são a Malbec e Cabernet Sauvignon e alguns produtores ensaiam hoje com a Petit Verdot.

Uma microrregião particular se estende na direção oeste, a chamada Alto Agrelo. As variedades tintas apresentam, em geral, excelente concentração e isto se manifesta em vinhos elegantes e amáveis. Nas variedades brancas obtém-se muito boa acidez e tipicidade aromática que se manifesta em vinhos delicados e finos. A concentração, estrutura e corpo se mantêm em perfeito equilíbrio com a suavidade, fineza e elegância.

A qualidade distintiva que se consegue, está relacionada com o terroir; a boa insolação e a amplitude térmica dos vinhedos que se localizam ao redor dos 1.000 m.a.n.m. Esta zona da pré-cordilheira tem bom declive, útil para as drenagens. Em Alto Agrelo existem solos profundos, arenosos e pedregosos com muito pouca argila.

Perdriel

No sopé das montanhas de Los Andes, em Luján, encontra-se o lar de alguns dos vinhedos mais antigos de Mendoza. Seus vinhos se caracterizam por serem corpulentos e estruturados.
Os vinhedos rodeiam a pequena localidade de Perdriel na margem sul do rio Mendoza, ao norte do conhecido distrito de Agrelo. A altitude é um dos fatores mais importantes do estilo de vinho de Perdriel; os vinhedos se desenvolvem em torno dos 900m.a.n.m. e estão sujeitos a uma intensa luz solar durante o dia.

Em Perdriel os solos francos com cascalho e limo argiloso predominam sobre uma base de pedras do leito do rio. Drenam livremente, fazendo com que as videiras desenvolvam sistemas de raízes profundas na procura de água no solo. Devido à falta de recursos no solo, as videiras estão obrigadas a colocar todo o esforço na criação de pequenos bagos, concentrados e com baixo conteúdo de água. Dessa forma, resultam vinhos gostosos e complexos, com taninos firmes e estruturados.

Las Compuertas

Esta região está no próprio limite do contraforte de Los Andes em Mendoza. Está situada onde o rio Mendoza se abre e isto faz com que seja uma das partes mais frias da zona. Ali são produzidos vinhos tintos exuberantes, em vinhedos de Malbec muito antigos, alguns de até 100 anos. A vazão dos rios de degelo, Blanco e Mendoza, é de vital importância para a viticultura na zona.

Las Compuertas possui clima seco, porém, sua posição às margens do rio Mendoza oferece um fácil acesso para a água de irrigação. Muitos dos produtores da região utilizam um estilo de irrigação mediante o qual a água é canalizada para a vinha através de uma série de canais cavados no solo. Esta técnica tem a vantagem de depositar limo e argila nos solos que se complementam com os solos rochosos de pouca drenagem mediante a adição de um elemento de retenção de água.

Vistalba

Vistalba se encontra no contraforte ocidental de Los Andes. Seu nome significa "vista do amanhecer" na língua Huarpe. A Malbec é a variedade representativa de Vistalba, mas a Chardonnay e a Cabernet Sauvignon também crescem ali com sucesso.

Possui uma altitude ligeiramente superior à das regiões circundantes e, portanto, beneficia-se de uma maior exposição à luz solar e uma melhor circulação de ar. A escassez de chuvas, os verões quentes e invernos frios são típicos de Vistalba. A irrigação por inundação amplamente empregada em Vistalba é uma das principais razões dos altos níveis de mineralidade, evidentes nos vinhos da região.

Barrancas

Barrancas está situado no departamento de Maipú. O clima ligeiramente mais quente implica que seus vinhos são mais suaves e maduros que os de outras partes de Mendoza. Ali se desenvolvem com sucesso a Cabernet Sauvignon, Syrah e Malbec.

O clima quente e seco é temperado pelos efeitos da grande altitude e a intensa luz solar durante o dia. Os solos aqui são profundos e aluviais e permitem à videira estender seus sistemas de raízes na terra, melhorando a força e saúde.

Ugarteche

Ugarteche está situada no extremo sul da região de Luján de Cuyo em altitudes ligeiramente mais baixas que o resto do vale Ugarteche. Possui uma altitude média de 900 m.a.n.m. a uma latitude de 33° S. A zona produz suaves e gostosos Malbec e Cabernet Sauvignon. Os vinhedos novos cultivam Chardonnay e Semillón.

ESTE MENDOCINO

O Leste Mendocino: a maior produtora de vinhos da Argentina

Altitude: De 650 a 750 m.a.n.m.
Latitude: 32,5° de Latitude Sul.
Clima: A localidade de San Martín é de clima quente, com noites temperadas e sequidão ao passo que Junín é de clima quente, noites frias e forte sequidão.
Média anual de precipitações: 200 mm.
Soma de calor: : 2.000°C .
Solos dominantes:heterogˆneos, arenosos e pobres em matéria orgânica.
Variedades mais favorecidas:Bonarda, Malbec, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc.


Esta zona vitivinícola que se desenvolve na planície sulcada pelos rios Mendoza e Tunuyán; tem a maior extensão de vinhedos do país e, há algum empo, vive uma importante reconversão de suas uvas e vinícolas em direção da produção de vinhos de alta qualidade.

Está constituída pelos departamentos de San Martín, Rivadavia, Junín, Santa Rosa e La Paz. É um espaço ideal para o agroturismo já que integra a Etnia Huarpe, o domínio do curato de Coro-corto, o Camino de las Postas e as Rutas Sanmartinianas. O maior produtor é o departamento de San Martín, assim chamado em homenagem ao pai da pátria Dom José de San Martín.

No Nordeste de San Martín está Junín, uma região quase totalmente rural com 90% de seu território cultivado. As principais atividades econômicas são a vitivinicultura, olivicultura e avicultura. Por outro lado, Rivadavia possui uma atividade eminentemente vitivinícola, onde a matéria-prima destina-se principalmente ao mosto e vinho. Como portais de entrada da província desde o leste estão os departamentos de La Paz e Santa Rosa, que se dedicam, entre outras atividades, à vitivinicultura, fruticultura e pecuária maior e menor de zonas áridas. A história, a tradição, o folclore, o artesanato e um muito antigo patrimônio religioso, concedem interessantes atrativos desde os primeiros tempos.

Nos vinhedos predominam as variedades Criolla Grande, Cereza, Bonarda, Moscatel Rosado, Malbec e Cabernet Sauvignon. Nos últimos anos, a região tem mostrado um notável progresso no manejo dos cultivos, com sistematização da irrigação, incorporação de tecnologia em vinhedos, vinícolas e estabelecimentos dedicados à elaboração de suco de uva concentrado.

Entre as vantagens da zona, podemos salientar a disponibilidade de terras para o cultivo, a juventude dos vinhedos e as condições agroecológicas ótimas para o desenvolvimento de uma vitivinicultura de qualidade.

A viticultura de planície está enraizada entre os 650 e 750 metros acima do nível do mar. O clima, de
temperado a quente, e o regime superior a 2.200 horas de sol em um período de 210 dias, são favoráveis para o desenvolvimento vegetativo, o que permite um ótimo amadurecimento.

Vinhos e vinhedos

Existem na região quase 70 mil hectares de vinhedos e é a maior da Argentina para a produção de uvas para vinificação. A área total tem se mantido relativamente estável, contudo, durante os últimos anos, aumentou a quantidade de variedades tintas. Os vinhos tintos são de matiz violeta e possuem aromas de grande intensidade onde ressalta a fruta madura.

Entre os varietais brancos, em primeiro lugar está o Pedro Giménez, seguido pelo Torrontés Riojano, cujo crescimento em área é igual ao da Chardonnay e Sauvignon Blanc. Os vinhos brancos desta zona são frescos e frutados, de frutas tropicais, muito fáceis de beber.

VALLE DE UCO

Altitude: : De 850 a quase 1.700 m no contraforte da cordilheira .
Latitude: Entre 33,3° e 33,8° de Latitude Sul.
Clima: temperado, com invernos rigorosos e verões quentes com noites frescas.
Índice de Insolação: 2.287 em El Peral e 2.506 em San Carlos.
Índice de Frio Noturno:11,2°C em El Peral e 10° em San Carlos.
Índice de Sequidão:-75 mm em El Peral e -65 mm em San Carlos.
Temperatura máxima no verão:29 °C.
Amplitude térmica: 15 °C.
Precipitações no verão: El Peral: 298 mm, Gualtallary: 83 mm, Vista Flores: 250/350 mm e Altamira 250 mm.
Soma de calor: entre 1.700 y 2.050 °C.
Winkler:El Peral e Altamira: III e Gualtallary e Vista Flores: II .
Solos dominantes:pedregosos, os seixos rolados aparecem misturados com areia grossa e um pouco de limo, sendo de escassa fertilidade. Devido á composição física e mecânica são, na maioria, solos muito permeáveis, sem problemas de drenagem nem salinidade. Em algumas zonas existem solos calcários com grande presença de caliça.
Variedades mais favorecidas:Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo e Pinot Noir entre as tintas; Chardonnay e Sauvignon Blanc entre as brancas.


O Valle de Uco está situado a uns 100 km a sudoeste da cidade de Mendoza e, nestes últimos anos, tem se transformado em um destino privilegiado para turistas e experts do vinho. Abrange territórios cultivados dos departamentos de Tunuyán, Tupungato e San Carlos, no contraforte da Cordilheira de Los Andes, irrigados pelos rios Tunuyán e Tupungato. Sua área total supera os 17.370 km2. 


O clima é temperado, com invernos rigorosos e verões quentes com noites frescas. A temperatura média anual é de 14,2°C e possui mais de 25 mil hectares de vinhedos situados aos pés da Cordilheira de Los Andes. O vale é um lugar privilegiado para a produção de uvas e vinhos de altíssima qualidade. A amplitude térmica diária é de aproximadamente 15° C, gerando uma excelente produção de cor e tanino nas uvas. Ali são criados vinhos destinados a um longo estágio.

A bacia do rio Tunuyán atravessa a província de Mendoza de oeste a leste seguindo pelo paralelo 34º sul. O clima e a água são fatores determinantes na região da bacia. A altitude e a distância do Oceano Atlântico, somados à presença da Cordilheira de Los Andes que age como uma barreira aos ventos úmidos do Pacífico, modelam o clima da bacia. O clima de tipo continental que existe na bacia traz como consequência grandes variações das condições atmosféricas gerando um efeito de considerável estacionalidade.

Vinhedos e vinhos de Valle de Uco

Em 2012 a área plantada no Valle de Uco superava os 25.500 hectares, quase o dobro que em 2001. É evidente a grande expansão de uma das zonas de maior reputação da vitivinicultura argentina. Desse total, três quartas partes correspondem a variedades tintas, uma vez que estas uvas tem tido uma excelente adaptação a esta zona de altura de Mendoza. A Malbec transformou-se na estrela do lugar com mais de 44% da área plantada, com um crescimento que triplica os hectares plantados há apenas uma década atrás.

Os vinhos tintos do Valle de Uco são de cor intensa e matiz violeta. Os aromas revelam fruta madura, especialmente frutas vermelhas. Na boca, costumam ter taninos marcados, com bom teor alcoólico e de acidez média.
Por outro lado, os brancos da região apresentam em geral baixa intensidade de cor com matizes esverdeados. Os aromas predominantes são cítricos, frutados e florais. O nível de acidez é moderado-alto.

A altitude da região, ao agir como moderadora das temperaturas máximas em um ambiente de baixa umidade relativa e grande exposição solar, permite produzir uvas de grande intensidade e concentração de polifenóis. O solo é um fator determinante na elaboração de vinhos de qualidade. No caso do Valle de Uco ele é aluvial, arenoso ou pedregoso, o que se traduz numa excelente permeabilidade e drenagem.


SUL

Altitude: De 500 até 800 m.a.n.m.
Latitude: entre 34,6° e 35° de Latitude Sul.
Clima: semiárido, frio no inverno e quente no verão.
Índice de Insolação: 2.586.
Índice de Frio Noturno:12,6°C.
Temperatura máxima no verão:31°C.
Amplitude térmica: 16°C.
Precipitações anuais: 180 mm.
Precipitações no verão: 360 mm.
Solos dominantes:O acúmulo de detritos rochosos formam solos pedregosos, desagregados e imaturos. A presença de salinas está determinada pela aridez da região.
Variedades mais favorecidas:Bonarda, Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah entre as tintas, e Chardonnay e Sauvignon Blanc entre as brancas.


O sul mendocino compreende os departamentos de San Rafael, Malargüe e General Alvear. Conta com a contribuição decisiva dos rios Diamante, Atuel e Grande. Neles foram construídas importantes obras hídricas tais como os açudes Água del Toro, Los Reyunos, Nihuil e Valle Grande. A região se incorporou ao mercado nacional através da estrada de ferro. Foram realizadas obras para a irrigação artificial, e se expandiram a agricultura e a pecuária. 

O Sul possui mais de dois séculos de história e existem vinícolas que há noventa anos produzem vinhos de grande qualidade. Entre as variedades tintas adverte-se a grande expansão da Malbec, Cabernet Sauvignon e da Syrah e, entre as brancas, da Chardonnay e da Sauvignon Blanc. Nos últimos anos a região tem se posicionado como produtora de vinhos espumantes.

San Rafael é uma região única pelo clima temperado continental semiárido e uma marcada amplitude térmica. A altura sobre o nível do mar oscila entre os 600 e 800m e tem escassas precipitações e baixa umidade ambiente.

Malargüe se caracteriza pela extraordinária quantidade de espetaculares e impressionantes paisagens com atraentes programas de turismo aventura, montanhismo, rafting, caiaque, safari, cavalgadas gaúchas e muitas outras atividades. Além disso, conta com a estação de esqui e de esportes invernais Las Leñas, uma das mais importantes do país.

General Alvear é uma das principais cidades do sul da província. Foi fundada em 1914 e seu crescimento se sustentou no oásis de 30 mil hectares irrigado pelas águas do Rio Atuel, que cumpre um papel preponderante no desenvolvimento agrícola-pecuário da zona.

Vinhedos e vinhos

A região Sul de Mendoza vem experimentando uma profunda transformação nas últimas décadas. A variedade Malbec se expandiu por 854 hectares e em pouco tempo é possível que supere a Bonarda.
Os vinhos brancos da região são frutados, com excelente relação
álcool/acidez e boa intensidade tânica. Possuem cor tênue com matizes esverdeados. Os aromas são intensos, com predomínio de notas frutais. Entre as brancas de maior expansão está a Chardonnay, com tênues aromas frutados e fragrância de banana.

O Cabernet Sauvignon vem experimentando grande crescimento em San Rafael. Ali, apresenta aromas tipicamente especiados, com toques de cassis e baunilha. Com textura profunda e taninos doces e macios. O Syrah do Sul de Mendoza tem uma clara contribuição de amoras silvestres e framboesas com refinados toques especiados. É gostoso, robusto e possui um firme final de boca.

Mapa da região